terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Sem professor não haverá educação de qualidade



Gostaria de dizer inicialmente que este texto deve ser ponto de partida para que os professores, gestores educacionais, políticos e interessados possam refletir sobre o assunto, esse é bastante complexo, porém não podemos mais adiar a discussão.

Como a educação é uma questão inadiável, e o professor é sua figura central e essencial, cabe aos governos cumprir as promessas feitas durante as campanhas eleitorais e efetivamente começarem a valorizar o magistério.

A valorização passa por um salário adequado a exigências do cargo. Qual é esse salário? Qual é a jornada que deve ser exercida em sala de aula? Qual é a jornada “extra sala de aula” (para corrigir provas trabalhos, preparar material para as aulas, efetuar leituras e preparar as cadernetas, etc.)

Minha experiência na Educação é de mais de 30 anos, como professor e gestor educacional, e isso me permitir afirmar que a jornada de um professor em sala de aula não deve passar de 30 horas/aulas semanais e para cada duas aulas em sala esse professor precisa receber uma aula para serviço “extra sala de aula”.

Qual o valor adequado dessa aula (de 50 minutos)? O valor “deve girar” entre R$10,00 e R$30,00, com vários incentivos e mecanismos para se chegar a esse valor maior. Além disso, a jornada semanal deve ser multiplicada por 5 (como já é feito no município – Porto Ferreira).

A pergunta que alguns podem fazer. A prefeitura tem dinheiro para isso? Sim tem. O orçamento da educação cresce de forma exponencial, pois é atrelado a arrecadação, já a população estudantil está em crescimento quase aritmético.

No ano de 2012 o orçamento municipal “da educação”, de Porto Ferreira, será de mais de R$ 34 milhões, um valor superior a R$ 4.000,00 por aluno/ano, algumas escolas particulares de Porto Ferreira recebe bem menos que isso por aluno/ano.

“Prioridade na educação” deve deixar de ser somente discurso e passar a ser praticada. Não existe falta de recurso na educação, o setor precisa de uma gestão que busque eficiência e valorize realmente quem trabalha, ou seja,... “os professores que estão em sala de aula”.