sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Feliz 2011 - que o seu sucesso chegue na sua plenitude

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10 DICAS PARA ALCANÇAR O SUCESSO EM 2011


A proximidade da virada de ano torna as pessoas mais reflexivas sobre suas ações no ano anterior e promessas de melhoras para o ano seguinte, veja algumas dicas que podem mudar o rumo de sua vida em direção a sucesso, no ano de 2011:

1- "Você é responsável pelo seu sucesso ou fracasso, portanto aja".

2- "Seja mais tolerante com as diferenças. A flexibilidade é essencial para mantermos bons relacionamentos".

3- "Não caia na armadilha de achar que nunca temos tempo pra nada".

4- "Estudos demonstram que o nosso cérebro recebe comando das palavras que pronunciamos. Pronuncie mais termos positivos do que negativos".

5- "Ouça mais".

6- "Para chegar onde deseja procure assumir uma postura positiva e seja constante".

7- "Preocupe-se mais com o SER e menos com o ter".

8- "A vida costuma nos ensinar que é preciso dedicar algum tempo para cuidar de nossas amizades".

9- "A vida não se resume em comemorar o sucesso, mas, sobretudo, em aprender com as lições do fracasso e que vale a pena viver intensamente praticando a benevolência e mantendo a fé e a esperança, apesar das crises e incertezas".

10- "Então, antes de iniciar a sua jornada de cada dia, discipline a sua mente a vislumbrar horizontes de oportunidades ao invés de obstáculos intransponíveis";

Feliz Ano Novo para todos. E, obrigado.

Fonte: adaptação do texto de Evaldo Costa extraído de -http://www.administradores.com.br

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Governo Lula chega ao fim com emprego recorde


Com uma taxa de desemprego de 5,7% em novembro, o melhor resultado desde 2002, e um crescimento previsto de 7,5% do Produto Interno Bruto (PIB) para este ano, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva chega ao fim de seu mandato com uma coleção de indicadores econômicos positivos.

O nível de desemprego caiu 45% nos últimos oito anos. Além do recorde no emprego, a renda do trabalhador vem crescendo a uma média de 5% ao ano, já descontada a inflação.

Por trás da expansão do emprego e da renda está um crescimento econômico que, apesar de alguns percalços, está acima da média do país, considerando a inflação sob controle. Nos oito anos da era Lula, o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro cresceu a uma média anual de 4%, enquanto nos oito anos anteriores essa expansão foi de 2,3%.

Os resultados dos últimos oito anos foram também turbinados por uma forte política de transferência de rendas, tanto por meio do Bolsa Família como também do aumento do salário mínimo acima da inflação.

Como conseqüência, a classe média, formada por famílias com ganhos de R$ 1.064 a R$ 4.591, cresceu 44% em oito anos, tornando-se um dos principais símbolos da economia na era Lula e a classe majoritária no país, representando mais de 50% da população.

Em oito anos, o consumo entre os integrantes da classe C cresceu 6,8 vezes e quase se igualou às despesas das classes A e B somadas, segundo o IBGE.

Fonte: BBC Brasil

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Aqui vão 10 regras básicas para se fazer um bom marketing interpessoal


01 - Respeite os outros, não fazendo com eles o que você não quer que eles façam com você. Isso é empatia (colocar-se no lugar do outro)

02 - Cultive amizades. Mantenha contato com as pessoas sempre que puder (dentro e fora do ambiente de trabalho) e não somente quando precisar delas. Mostre que você realmente se importa com elas. Faça seu "networking" (rede de relacionamentos) ficar cada vez maior.

03 - Aprenda a ouvir mais do que falar. Não é a toa que temos dois ouvidos e uma boca.

04 - Seja sempre educado e evite ser rude. Cumprimente a todos, mesmo aquelas pessoas que você não conhece direito.

05 - Faça elogios verdadeiros às pessoas. Aprenda a enxergar os pontos positivos de cada um e enalteça-os. Mas lembre-se que elogiar não é bajular!

06 - Não seja teimoso. Saiba mudar sua opinião se outra pessoa mostrar argumentos concretos e criveis.

07 - Não entre em choque direto com os outros. Tenha paciência e saiba conduzir uma conversa de forma tranqüila e amigável, mostrando seus argumentos com exemplos práticos. Assim, você conseguirá convencer de maneira simpática e eficiente.

08 - Procure sorrir mais e contagiar as pessoas com positivismo. Torne sua presença agradável.

09 - Esteja sempre a disposição para ajudar. Evite o "isso não é comigo" e procure soluções para seus colegas, mesmo quando o assunto não lhe diz respeito.

10 - Procure se informar sobre diferentes culturas e seus respectivos tipos de comportamento. Isso demonstra conhecimento e ajuda a evitar gafes desagradáveis.


Fonte: http://www.via6.com

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Exportações brasileiras de 2010 batem novo recorde de vendas externas


Faltando quatro dias úteis para o fechamento do ano, as vendas de produtos brasileiros para o exterior somam US$ 197,999 bilhões e já superam o recorde histórico de 2008, quando as exportações alcançaram US$ 197,942 bilhões.

Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic), as vendas deste ano aumentaram 31,9% em relação às de 2009, considerando-se o critério de média diária. Mas, apesar do menor volume, as importações cresceram mais ainda. As compras externas somaram US$ 179,139 bilhões e evoluíram 42,3% no ano.

Essa diferença percentual em favor das importações vinha acontecendo de forma mais acentuada, ao longo de 2010. Ela diminuiu um pouco agora, porque a balança comercial (exportações menos importações) registra o melhor desempenho do ano neste mês, com saldo de US$ 3,950 bilhões nos 18 dias úteis até agora.

Até então, o melhor superávit mensal no ano era de US$ 3,448 bilhões, em maio, ao passo que os piores resultados foram contabilizados em janeiro, quando a balança comercial teve déficit de US$ 177 milhões, e em novembro último, com superávit de US$ 311 milhões.
Observação: Os críticos da política externa/econômica do governo Lula, pertencentes “a grande mídia (PIG)” devem estar cabisbaixo, pois no começo de 2010 , esses “urubus” do Brasil diziam que nós teríamos um grande déficit na balança comercial já em 2010.

FONTE: http://www.agrosoft.org.br/ Agência Brasil – Repórter Stênio Ribeiro

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

O ministério Dilma


Por mais que a esperemos, é sempre surpreendente a má vontade de nossa “grande imprensa” para com o governo Dilma. No modo como os principais jornais de São Paulo e do Rio têm discutido o ministério, vê-se, com clareza, seu tamanho.

A explicação para isso pode ser o ainda mal digerido desapontamento com o resultado da eleição, quando, mais uma vez, o eleitor mostrou que a cobertura da mídia tradicional tem pouco impacto nas suas decisões de voto. Ou, talvez, a frustração de constatar quão elevadas são as expectativas populares em relação ao próximo governo, contrariando os prognósticos das redações.

As críticas ao ministério que foi anunciado esta semana estavam prontas, qualquer que fosse sua composição política, regional ou administrativa. Se Dilma chamasse vários colaboradores do atual governo, revelaria sua “submissão” a Lula, se fossem poucos, sua “traição”. Se houvesse muita gente de São Paulo, a “paulistização”, se não, que “dava o troco” ao estado, por ter perdido a eleição por lá. Se convidasse integrantes das diversas tendências que existem dentro do PT, que se curvava às lutas internas, se não, que alimentava os conflitos entre elas. E por aí vai.

Para qualquer lado que andasse, Dilma “decepcionaria” quem não gosta dela, não achou bom que ela vencesse e não queria a continuidade do governo Lula. Ou seja, desagradaria aqueles que não compartilham os sentimentos da grande maioria do país, que torce por ela, está satisfeita com o resultado da eleição e quer a continuidade.

Na contabilidade matematicamente perfeita da “taxa de continuísmo” do ministério, um jornal carioca foi rigoroso: exatos 43,2% dos novos integrantes do primeiro escalão ocuparam cargos no governo Lula (o que será que quer dizer 0,2% de um ministro?). E daí? Isso é pouco? Muito? O que haveria de indesejável, em si, em uma taxa de 43,2%?

Note-se que, desses 16 ministros, apenas 8 tinham esse status, sendo os restantes pessoas que ascenderam do segundo para o primeiro escalão. A rigor, marcariam um continuísmo menos extremado (se é isso que se cobra da presidente). Refazendo as contas: somente 21,6% dos ministros teriam a “cara de Lula”. O que, ao contrário, quer dizer que quase 80% não a têm tão nítida.

Para uma candidata cuja proposta básica era continuar as políticas e os programas do atual governo, que surpresa (ou desilusão) poderia existir nos tais 43,2%? Se, por exemplo, ela chamasse o dobro de ministros de Lula, seria errado?

Isso sem levar em consideração que Dilma não era, apenas, a representante abstrata da tese da continuidade, mas uma profissional que passou os últimos oito anos trabalhando com um grupo de pessoas. Imagina-se que tenha desenvolvido, para com muitas, laços de colaboração e amizade. Mantê-las em seus cargos ou promovê-las tem muito a ver com isso.

No plano regional, a acusação é quanto ao excesso de ministros de São Paulo, 9 entre 37, o que justificaria dizer que teremos um “paulistério”, conforme essa mesma imprensa. Se, no entanto, fizéssemos aquela aritmética, veríamos que são 24,3% os ministros paulistas, para um estado que tem 22% da população, se for esse o critério para aferir excessos e faltas de ministros por estados e regiões.

Em sendo, teríamos, talvez, um peso desproporcionalmente positivo do Rio (com 6 ministros nascidos no estado) e negativo de Minas (com apenas um). Há que lembrar, no entanto, que a coligação que elegeu a presidente fez o governador, os dois senadores e a maioria da bancada federal fluminense, o oposto do que aconteceu em Minas. O PMDB saiu alquebrado e o PT ainda mais dividido no estado, com uma única liderança com perspectiva sólida de futuro, o ex-prefeito Fernando Pimentel, que estará no ministério.

Para os mineiros, um consolo, não pequeno: a presidente Dilma nasceu em Belo Horizonte. Os ministros são poucos, mas a chefe é de Minas Gerais.

texto de Marcos Coimbra é sociólogo e presidente do Instituto Vox Populi extraído do blog do noblat

domingo, 26 de dezembro de 2010

Inteligência Emocional e Respostas Emocionais


As pessoas idosas têm dificuldades em controlar suas emoções, especialmente quando assistem cenas desoladoras ou repugnantes em filmes e novelas.

Mas elas são melhores do que as pessoas mais novas em ver o lado positivo de uma situação estressante e ter empatia com os menos afortunados.

A conclusão é de um estudo realizado na Universidade da Califórnia, nos EUA. A equipe do Dr. Robert Levenson está analisando como nossas estratégias e respostas emocionais mudam à medida que envelhecemos.

Os resultados da pesquisa apoiam a teoria de que a inteligência emocional e as habilidades cognitivas podem realmente melhorar quando entramos na casa dos 60, dando às pessoas mais velhas uma vantagem no trabalho e nos relacionamentos pessoais.

No primeiro estudo, os pesquisadores analisaram como adultos saudáveis na faixa dos 20, 40 e 60 anos reagiram a clipes de filmes neutros, tristes e revoltantes. Eles examinaram sobretudo a forma como os participantes usaram técnicas conhecidas como "avaliação independente", "reavaliação positiva" e "supressão de comportamento".

As pessoas mais velhas foram os melhores em reinterpretar cenas negativas de forma positiva, usando a chamada reavaliação positiva, um mecanismo de enfrentamento que se baseia fortemente na experiência de vida e nas lições aprendidas.

Os mais jovens e os participantes de meia-idade foram melhores no uso da "avaliação independente" para se desligar e desviar a atenção dos filmes desagradáveis.

Todos os três grupos foram igualmente hábeis em usar a supressão de comportamento para reprimir suas respostas emocionais. "Pesquisas anteriores já haviam mostrado que a supressão de comportamento não é uma maneira muito saudável de controlar as emoções," disse Levenson.

O estudo conclui que, "os idosos podem ser melhor servidos permanecendo socialmente engajados e usando a reavaliação positiva para lidar com situações estressantes, em vez de desconectar-se de situações que oferecem oportunidades para melhorar a qualidade de vida."
"Cada vez mais parece que o sentido da vida a partir de uma certa idade centra-se nos relacionamentos e no cuidar e ser cuidado por outros," afirma Levenson.

Fonte: Saúde e Vida

sábado, 25 de dezembro de 2010

Feliz Natal - não basta refletir tem que agir

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“OS VOTOS”

Desejo primeiro que você ame e que amando, seja também amado,
E que se não o for, seja breve em esquecer e esquecendo, não guarde mágoa.

Desejo que não seja só, mas que se for, saiba ser sem desesperar.

Desejo que tenha amigos e que, mesmo maus e inconseqüentes, sejam corajosos e fiéis.
E que em pelo menos um deles você possa confiar, que confiando, não duvide de sua confiança.

Desejo que você tenha inimigos, nem muitos nem poucos,
Mas na medida exata para que, algumas vezes, você se interpele a respeito de suas próprias certezas,
E que entre eles haja pelo menos um que seja justo, para que você não se sinta demasiadamente seguro.

Desejo que você seja útil, não insubstituivelmente útil,
mas razoavelmente útil. E que nos maus momentos, quando não restar mais nada,
Essa utilidade seja suficiente para manter você de pé.

Desejo que você seja tolerante,
Não com os que erram pouco, porque isso é fácil,
mas com aqueles que erram muito e irremediavelmente,

E que essa tolerância não se transforme em aplauso nem em permissividade,
Para que assim fazendo um bom uso dela, você dê também um exemplo para os outros.

Desejo que você, sendo jovem, não amadureça depressa demais e que, sendo maduro,
não insista em rejuvenescer e que, sendo velho, não se dedique a desesperar.

Porque cada idade tem o seu prazer e a sua dor e é preciso deixar
que eles escorram dentro de nós.

Desejo, por sinal, que você seja triste, mas não o ano todo,
nem em um mês e muito menos numa semana, mas apenas por um dia.

Mas que nesse dia de tristeza, você descubra que o riso diário é bom,
o riso habitual é insosso e o riso constante é insano.

Desejo que você descubra com o máximo de urgência, acima e a despeito de tudo,
Talvez agora mesmo, mas se for impossível, amanhã de manhã, que existem oprimidos, injustiçados e infelizes,

Desejo, que você tenha dinheiro, porque é preciso ser prático.
E que, pelo menos uma vez por ano, você ponha uma porção dele na sua frente e diga:
Isso é meu. Só para que fique bem claro quem é dono de quem.

Desejo que nenhum dos seus afetos morra, por ele e por você.
Mas que, se morrer, você possa chorar sem se culpar e sofrer sem se lamentar.


Esta poesia adaptada é de autoria de Sergio Jockymann e foi publicada em 1980 no jornal "Folha da Tarde", de Porto Alegre-RS porém circula na internet como sendo de autoria de Victor Hugo.

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Lembre-se: você é o que deseja ser!


“ A mente é como o lar, é mobiliada por nós. Portanto, se sua vida for fria e árida, a culpa será somente do proprietário.”
(Louis L'Amour)


Importante perceber que você é produto de seu pensamento. Se você pensar que é um fracassado, você o será; se você pensar que é um vencedor você o será; assim, você é quem irá controlar o seu próprio destino.

Pensando desta forma, percebemos que tudo depende de nossa opção e ação: logo, nossas opções, bem como nossas ações, determinarão o nosso destino. Como resultado, é de suma importância observar que somente você é quem detém o poder sobre as rédeas de sua vida, ninguém mais.

Quando você descobrir este poder ninguém mais conseguirá lhe deter, pois irá encarar a vida com bastante coragem e determinação.

Há de se realçar, todavia, que é de fundamental importância ressaltar que todo ser humano deve sempre manter a coerência do que pensa em relação ao que faz. Isto é o cerne da questão; conseqüentemente, a maneira como procedemos pode se tornar em um verdadeiro “gargalo”, impedindo-nos assim de alcançar os nossos objetivos.

É de extrema importância frisar que a vida é uma só, e é sua. Sendo assim, tendo clareza do que se almeja, você é a pessoa mais indicada para definir que percurso da caminhada percorrer, e se faz ou não mudança quanto à rota bem como quais estratégias a serem utilizadas, uma vez que é você quem deve definir o seu destino.

Pois bem, na vida encontramos inúmeros obstáculos, e estes, se bem conduzidos, se tornam barreiras transponíveis, nos conduzindo ao desenvolvimento e ao crescimento; logo, o que importa são as maneiras como reagimos a cada obstáculo enfrentado. O seu comportamento, bem como a sua atitude diante dos “entraves” encontrados no decorrer da caminhada é que definirão o seu “trajeto”.

Para esse propósito, o modo positivo e otimista de lidar com a situação, bem como a disposição e a “bravura” no decorrer da “luta” não se deixando se abater em momento algum diante de quaisquer obstáculos, serão, além de cruciais, determinantes no que tange à sua chegada ao “pódio”.

Neste contexto, é preciso perceber que cada momento de nossa vida é único. Assim, valorizar o momento vivido é de fundamental importância e, por conseguinte, a vida passa a ter uma conotação diferenciada, as pessoas se respeitam e se amam muito mais, descobrindo uma nova maneira de viver, dando um novo “colorido” à sua vida, encarando todo e qualquer problema com muita garra e vontade de vencer, passando a agir sem medo e/ou qualquer temor, mas de cabeça erguida e com muita disposição de reverter a situação vivida.

Somados a isso, é importante perceber que cada momento, mesmo sendo árduo, tem sua devida importância, e que através das nossas falhas e erros, amadurecemos e crescemos muito. É crucial entender que toda e qualquer falha ou erro que cometemos deve servir como aprendizado. Quem não aprende com os próprios erros ou falhas está condenado a repeti-los e, então, deverá arcar com as conseqüências.

Diante de todo o exposto salientamos que, quando assumimos uma postura otimista diante da vida, não damos “brecha” alguma para que o medo possa nos “assombrar”; por consequência, enfrentamos a situação tendo uma visão “clara” diante dos fatos, o que nos ajuda e muito a pensar sobre as estratégias de como atuar.

Nessa senda observamos que, além da nossa maneira de pensar, existem ferramentas que são determinantes nessa empreitada; dentre estas poderemos citar: o planejamento, a fé, a autoconfiança, a convicção, o otimismo, o autoconhecimento, a vontade de vencer, assim como a nossa garra, motivação, coragem e esperança.

De fato, é importante enxergar que a vida nos testa e nos atesta o tempo todo. Para enfrentá-la é preciso que tenhamos muita sabedoria e disposição. É fundamental atrelarmos esses pré-requisitos à coragem, para que assim possamos tomar as rédeas de nosso próprio destino e controlá-lo sem deixar que sejamos influenciados.

Devemos igualmente enfrentar toda e qualquer situação sem entrar em pânico, com equilíbrio e postura otimista, não nos deixando abater, e muito menos nos prostrarmos diante das adversidades e das “amargas experiências” que porventura a vida nos possa oferecer, tendo a capacidade de seguirmos em frente, mesmo em meio à “tempestade”.

Ante a este contexto, torna-se de suma importância cultivar a certeza de que lutaremos, mas que também alcançaremos o alvo. Pensar assim é fator "sine qua non" para se alcançar o sucesso, pois devemos em todo instante lembrar que os obstáculos encontram-se armazenados em nossa mente.

Em síntese, a partir do momento em que desejamos e decidimos vencer, os limites anteriormente estabelecidos serão superados, deixando de existir. Sem essa certeza, a caminhada fica pesada, íngreme, árdua e corre-se o risco de não somente resvalar, mas de cair e se machucar.

Fonte : site nota 10 - Texto de Marizete Furbino

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Ministério da Agricultura lança nova campanha do "Incrível Café"


O mascote “Incrível Café” volta às televisões brasileiras, desta vez com uma campanha publicitária que estimula o consumo do produto, misturado ao leite, entre crianças e adolescentes. A primeira etapa começou a ser veiculada em canais de TV aberta dia 20 de dezembro de 2010. A propaganda mostra as qualidades do produto, considerado um excelente estimulante, dando às pessoas ânimo e energia.

O comercial, com duração de 30 segundos, será reproduzido até 27 de dezembro. Uma segunda etapa da campanha publicitária está prevista para ser veiculada no início de 2011. A peça publicitária, financiada com recursos de aproximadamente R$ 2 milhões do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) diz que até duas xícaras de café com leite podem ser consumidas por crianças e adolescentes por dia, preferencialmente durante o dia para não afetar o sono.

Segundo a pesquisa Tendências do Consumo de Café 2009, realizada pela Associação Brasileira da Indústria do Café (Abic), os jovens são os que menos consomem café no Brasil. Os números mostram que, na faixa etária de 15 a 19 anos, 35% não consomem café; de 20 a 26 anos, são 20%; de 27 a 25 anos, 12%; de 36 a 50 anos, 11%; e 22% entre aqueles com mais de 50 anos.

Diversas entidades parceiras do Ministério da Agricultura também realizam projetos direcionados ao aumento do consumo para até duas xícaras de café com leite entre jovens e alunos de escolas públicas. Projetos criados pela Abic em 2006, como o Café na Merenda e Saúde na Escola, desenvolvem hábitos de alimentação saudável, divulgam os benefícios do café na prevenção de doenças e na melhoria do aprendizado escolar.

Os programas contam com apoio de empresas torrefadoras, cooperativas de leite e de café e instituições de ensino de Minas Gerais, São Paulo e Mato Grosso. A ideia é estimular o consumo de café com leite na merenda dos estudantes e formar consumidores conscientes.

FONTE: Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento Sophia Gebrim - Jornalista

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Bélgica poderá ser dividida em dois países


Um abismo profundo continua dividindo a Bélgica em duas partes: os flamengos, no norte do país, e os valões, no sul. Desde sua independência em relação aos Países Baixos, em 1830, a Bélgica é uma monarquia. Essa divisão foi impulsionada pelas classes alta e média de católicos, que falam francês e vivem no sul do país, numa região conhecida como Valônia.

O francês foi instituído como idioma administrativo oficial nas Forças Armadas, no Parlamento e como língua nas escolas do país. O holandês ou flamengo permaneceu como idioma considerado de servos e lavradores, continuando a ser falando principalmente na região de Flandres, mais populosa, mas também mais pobre. Nos primeiros anos de escola, a língua ainda era permitida, mas nos últimos anos escolares elas transcorriam apenas em francês.

Os pequeno-burgueses do norte flamengo começaram a resistir contra a repressão de seu idioma. Aos poucos, foi se formando o Movimento Flamengo. O ano de 1873 é considerado um marco na oficialização do holandês como língua oficial, também para o contato com departamentos públicos, tribunais e nos últimos anos escolares.

Em contrapartida, os valões que viviam na região de Flandres também fundaram, no fim do século 19, um movimento de defesa do francês contra o bilinguismo naquela região. Mais tarde, isso viria a ocorrer também no sul do pais, na região conhecida como Valônia, pois os valões começaram a temer os cidadãos de língua flamenga de Flandres, mais numerosos que eles.

A divergência idiomática é até hoje um assunto no país. Apenas a capital Bruxelas continua sendo uma exceção neste contexto, sem pertencer em termos de língua nem à região dos flamengos nem à dos valões, embora geograficamente esteja localizada em Flandres. Bruxelas e seus arredores são bilíngues, formando uma terceira região belga, além da Valônia e de Flandres.

Estas duas, porém, continuam brigando. Há três anos, os prefeitos de língua francesa em três distritos de Bruxelas, que pertencem a Flandres, não são reconhecidos pelo governo regional. Alguns flamengos temem por seus direitos: "Este solo é flamengo e foi conquistado à custa de luta. Os francófonos não têm nada a ver com isso e na verdade nem deveriam estar aqui", afirma um belga flamengo.

Embora o conflito entre flamengos e valões se refira, sobretudo, ao idioma, há interesses econômicos por trás. Nos anos 1960, a economia do norte flamengo foi fortalecida, com um boom da indústria química, e a pobreza foi rapidamente eliminada. O sul valão, com sua indústria siderúrgica, foi empobrecendo.

Hoje, os aproximadamente 6 milhões de flamengos, relativamente pobres se comparados aos cerca de 4 milhões de valões do sul, acabam transferindo recursos para auxiliar seus compatriotas francófonos. Diante disso, os flamengos desejam, há anos, obter uma maior autonomia financeira para sua região – proposta rejeitada com veemência pelos habitantes da Valônia, onde os índices de desemprego são mais altos e a população teme não conseguirem mais arcar com os custos sociais.

Seis meses após as eleições antecipadas, a Bélgica encontra-se ainda sem um governo. Os membros da Nova Aliança Flamenga, que festejaram a vitória nas urnas com toda pompa, fracassaram na tentativa de formar uma coalizão de governo da mesma forma que os socialistas valões. Segundo foi noticiado na mídia, um grêmio reuniu-se em Paris, em dezembro, a fim de encontrar uma solução para o país de 10 milhões de habitantes.


Sua proposta é: os flamengos, mais estáveis economicamente, permaneceriam como um Estado novo e soberano. O presidente francês, Nicolas Sarkozy, segundo consta, já estaria festejando a inclusão da Valônia francófona, inclusive de Bruxelas, a seu país. E a pequena comunidade que fala alemão, situada nas redondezas de Aachen, poderia ser anexada a Luxemburgo, uma possibilidade que vem sendo sondada há semanas.

Para muitos, a culpa deste dilema é do nacionalista flamengo Bart de Wever, cujo partido NVA saiu vitorioso das urnas nos Flandres, região mais populosa do país, em junho último. À pergunta do semanário alemão Der Spiegel sobre quanto tempo a Bélgica ainda continuará existindo, Bart de Wever afirmou que ela "não tem mais futuro". Segundo ele, o país é "pequeno demais para ter grandes ambições políticas".

De Wever joga a culpa pelo fracasso das negociações nos socialistas francófonos, que, segundo ele, se opõem a qualquer reforma. "Os valões, sobretudo os socialistas francófonos, são o partido mais forte e bloqueiam qualquer reforma. Por isso, digo: a Bélgica não funciona mais, o país fracassou", julga o presidente do NVA.

Mas o que pode acontecer se a Bélgica realmente deixar de existir? "Se o país for descentralizado ou até mesmo se dividir algum dia, ainda assim continuamos na União Europeia. Se o ovo belga se quebrar, continuamos a ser um omelete europeu", explica despreocupado à Deutsche Welle o historiador belga Dirk Rochtus, da Universidade de Antuérpia.

Há quem veja a situação com maior temor. A Comissão Europeia categoriza o país como falido. Nos bastidores da Comissão, acredita-se que a Bélgica irá ser obrigada a apelar para o fundo de apoio em tempos de crise da UE antes mesmo da Espanha, no início de 2011. O mais irônico é que Yves Leterme, que já não é primeiro-ministro belga, ainda ocupa até o fim do ano o cargo de presidente do Conselho da UE, assumindo a responsabilidade de combater a crise do euro. Mesmo que em casa ele tenha seus próprios e árduos problemas.



Fonte: Deutsche Welle

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Exemplo para o desenvolvimento da agricultura familiar



O município de Ibicaraí, no sul da Bahia, inaugurou no dia 18 de dezembro de 2010, a 1ª fábrica de chocolate da agricultura familiar do Brasil que funcionará em regime de cooperativa beneficiando 300 famílias de pequenos produtores de cacau da sede e cidades do entorno, como Coaraci, Buerarema, Itajuípe, Uruçuca e Floresta Azul.

Com investimento inicial de R$ 1,5 milhão do governo da Bahia, através da Secretaria do Desenvolvimento e Integração Regional e Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (Car), "o projeto foi idealizado para produzir até 450 toneladas/ano de massa ou líquor de cacau - matéria prima para o chocolate - com retorno anual esperado de R$ 18 milhões quando a fábrica estiver operando em sua plena capacidade", explica Rogério Augusto Silva, assessor especial da secretaria.

A agroindústria vai agregar valor à produção da amêndoa de cacau, aumentando em 50 por cento o retorno em relação à venda do produto in natura. "Trata-se de um marco para a economia da região cacaueira: o agricultor deixará de ser só produtor de amêndoas e passará, também, a dono do chocolate", completa o assessor.

Com área de 200 m2, a fábrica terá 20 funcionários nos setores administrativo, de produção e segurança, e vai prensar, inicialmente, a cada dia, 600 kg de massa de chocolate, o que equivale ao processamento anual de 15 mil arrobas de cacau do tipo premium, o de melhor qualidade.

Entre os primeiros compradores da produção estão a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e as prefeituras do interior para uso do chocolate na merenda escolar. O papel do Sebrae nesse projeto, segundo o técnico Eduardo Andrade, é prestar consultoria e instrutoria em gestão para qualificação do quadro que vai conduzir a fábrica. No dia 16, a unidade fez uma pré-operação, com a primeira prensagem de amêndoas para teste dos equipamentos. A estimativa do governo do estado é de que ainda em 2011, quatro novas unidades sejam instaladas na Bahia.

FONTE: Agência Sebrae de Notícias da Bahia

domingo, 19 de dezembro de 2010

Sem políticos não há democracia



Há desonestos em todos os setores da sociedade. Há professores que molestam sexualmente seus alunos e alunas, há médicos que exigem dinheiro por fora de seus pacientes quando deveriam receber só do SUS, há advogados exercem extorsão aos seus clientes e “réus”, há policiais que cometem crimes, há padres que praticam pedofilia e, claro, há jornalistas que só opinam o que o patrão manda… Por que, então, não haveria políticos que roubam dinheiro público?

A discussão que setores da imprensa desencadearam por conta do aumento dos salários dos políticos detentores de mandatos eletivos ignora (propositalmente) a inegável premissa do primeiro parágrafo e tenta pintar toda a classe política como corrupta, incompetente e abusadora dos privilégios dos cargos públicos.

A desqualificação generalista da classe política foi incutida pela “grande” imprensa nas mentes de expressiva parcela da sociedade ao longo da história da República. A tática é oriunda das elucubrações da ponta superior da pirâmide social e visa impedir que oportunidades se redistribuam em um dos dez países em que são mais concentradas.

Cabe reproduzir interessante observação do leitor Marcos Inácio Fernandes sobre post anterior que versou sobre o mesmo tema que será tratado neste post. Marcos bem lembrou que o parlamento remunerado foi uma conquista dos trabalhadores no âmbito do Movimento Cartista do século XIX, na Inglaterra, desencadeado, por sua vez, no âmbito da Revolução Industrial.

O Movimento Cartista (1837-1848) foi organizado pela “Associação dos Operários“, que exigia melhores condições de trabalho, pedindo limitação de oito horas para a jornada laboral, regulamentação do trabalho feminino, extinção do trabalho infantil, folga semanal e salário mínimo, entre outros.

Mas talvez a parte mais relevante do movimento tenha sido a luta por direitos políticos como o estabelecimento do sufrágio universal e o fim do voto censitário, que só delegava direito de voto a quem se enquadrasse em um perfil que englobava gênero, renda, religião e outros valores que nada têm que ver com o direito de votar e ser votado.

No âmbito dos direitos políticos, a fim de que qualquer cidadão pudesse disputar um mandato eletivo, logrou-se estabelecer remuneração aos que chegassem a cargos públicos pelo voto, sobretudo como parlamentares. Foi a fórmula encontrada para impedir que só os ricos exercessem o poder.

Diante do fato consumado de que qualquer um pode se eleger e ser pago para exercer mandato eletivo, os que prefeririam que o país fosse administrado pelo topo da pirâmide social vêm tratando de criminalizar o uso de dinheiro público para permitir que até o cidadão mais humilde possa se eleger vereador, deputado, senador, prefeito, governador e até presidente da República.

Diante de argumentações racionais sobre as razões da elite midiática para enfraquecer a classe política e, assim, mantê-la refém de seus desejos, impérios de comunicação que pretendem governar o país através de notas e “informações” manipuladas vieram agora com certas comparações sobre o salário dos parlamentares brasileiros e os de países ricos, que ganham menos do que os nossos.

O primeiro sintoma de má fé dessa campanha difamatória e generalista contra a classe política reside no uso da correlação entre o PIB per capita e o novo salário de deputado. Comparam países ricos – em que o PIB per capita é maior – com o Brasil – que devido à sua enorme população tem uma correlação bem mais modesta do PIB per capita – sem explicar nada.

Países que têm algumas poucas dezenas de milhões de habitantes e alto desenvolvimento industrial , como no caso da Inglaterra, obviamente que têm uma correlação mais alta entre PIB per capita e salário de parlamentares do que um país semi-industrializado que tem duas centenas de milhões de habitantes, como é o Brasil.

Em países ricos, que têm sociedade educada, digno padrão médio de vida e leis que valem para todos, a corrupção é muito mais difícil de ocorrer porque a imprensa não cai matando só em cima dos políticos corruptos, como no Brasil, mas também em cima dos corruptores, que em países como o nosso são deixados em paz por serem grandes anunciantes.

Pagar bem ao político brasileiro, portanto, é imperativo. Em um país como este, um cidadão como o autor deste texto teria dificuldade de se eleger e, assim, deixar a sua atividade profissional – comércio exterior – de lado para se dedicar ao serviço público devido ao fato de que se depois de um mandato de quatro anos não fosse reeleito teria que recomeçar a vida do zero, pois se afastar de sua profissão por tanto tempo o deixaria fora do mercado.

A intenção da criminalização da classe política é justamente essa. Baixos salários favorecem a imprensa de propriedade de grupos econômicos que precisam justamente de uma classe política mal-paga e, assim, suscetível a corrupção e a coação por meio de ameaça de denúncias no noticiário.

Não que altos salários sejam garantia de que um deputado, por exemplo, não irá se corromper. Como já foi dito, há políticos, advogados, médicos e até jornalistas corruptos, para os quais dinheiro nunca é demais. Daí a dizer que todos eles se corromperão pelo que fazem alguns, é outra história – é má fé.

Alguém já viu uma campanha da mídia dessa envergadura contra o salário de juízes, por exemplo? São os salários mais altos, aos quais acabam de ser equiparados os salários dos parlamentares e chefes do Executivo. Mas o senso comum diz que juízes devem ser bem pagos para não tomarem decisões movidos por propinas oferecidas pelos que serão julgados.

Aí ninguém contesta o argumento, pois é óbvio que juiz mal pago – ou melhor, que não seja muito bem pago – certamente correria maior risco de se vender, até por conta do poder que tem para fazê-lo sem ser descoberto. Mas a mídia não gosta muito de brigar com juízes, pois precisa deles o tempo todo. E muito menos com corruptores-anunciantes.

Fonte: http://www.blogcidadania.com.br/

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Brasil avança para ser "celeiro do mundo"


A liderança brasileira na produção agropecuária e o seu reconhecimento por mercados exigentes em todo o mundo, fez do país uma referência mundial. O Brasil é hoje o principal exportador mundial de "café, açúcar, etanol e suco de laranja e desponta no mercado de carnes bovina e de frango.

Nos últimos oito anos, as exportações do setor agropecuário cresceram 111%, passando de US$ 30,65 bilhões, em 2003, para US$ 64,78 bilhões, em 2009. O pico das vendas ocorreu em 2008, quando a balança comercial da agropecuária fechou o ano em US$ 71,84 bilhões, mas a previsão é que, em 2010, o total dessas vendas chegue a US$ 75 bilhões. Até novembro, as exportações de produtos agropecuários renderam ao país US$ 70,3 bilhões em divisas. Essa performance é 17,7% superior ao volume embarcado no mesmo período de 2009.

O agronegócio foi responsável por 42,5% das exportações brasileiras em 2009, e esse percentual só não foi o maior da história por conta da queda de 14% nos preços das commodities agrícolas devido à crise financeira internacional de 2008, que é apontada como a maior desde a quebra da Bolsa de Nova York, em 1929.

As exportações brasileiras agrícolas começaram a ampliar sua participação no total mundial a partir de 2003, quando o governo se propôs a dar ênfase à internacionalização do setor, com a geração de mais excedentes e ampliação do saldo da balança comercial. Em 2002, a participação do Brasil no comércio mundial total era de 1,2% e de 4,6% no comércio agrícola. Desde então, a fatia do país no setor agrícola aumentou. Foram 2,2 pontos percentuais para o agronegócio (6,8%) e 0,4 ponto (1,6%) em outros setores.

Nos últimos oito anos, as negociações internacionais experimentaram importância crescente. A agenda externa tornou-se mais proativa, a partir de missões frequentes e estratégicas organizadas pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA). Juntamente com representantes de outros governos, foi possível negociar a abertura oficial de mercados, como o da carne de aves para Coreia do Sul e China, e carne suína para o Vietnã. Além disso, o país conquistou a reabertura do acesso da carne bovina à África do Sul, Chile e Rússia.

Além das políticas públicas para o aumento das exportações, o salto na atividade deve-se ao crescimento da procura por alimentos no mundo. Ampliação da renda, aumento populacional, expectativa de vida mais elevada e um forte processo de urbanização levaram ao atual cenário.

Entre 2007 e 2009, os três principais setores exportadores do agronegócio (soja, carnes e açúcar) foram responsáveis por 98,6% do aumento do valor das vendas internacionais. Isso significa que a concentração da pauta exportadora brasileira aumentou nos principais setores. O complexo soja, as carnes, o complexo sucroalcooleiro, o café e o fumo representaram mais de 80% do total de embarques em 2009.

O Brasil tem participação de mercado expressiva em alguns dos principais produtos agropecuários comercializados internacionalmente. Metade das exportações mundiais de frango in natura é proveniente do país. No caso do açúcar essa fatia atinge 37%, do fumo, 29%, do café verde, 26%, da soja em grãos, 25%, do óleo de soja, 24%, da carne bovina in natura, 21% e do farelo de soja, 20%.

Com a tendência de queda das taxas de crescimento populacional do Brasil e a concomitante expansão da produtividade, o excedente exportado poderá subir nos próximos anos, aumentando ainda mais a participação do país no comércio agrícola mundial.

Dados da Organização das Nações Unidas para Agricultura e a Alimentação (FAO) e da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) mostram que o setor agrícola brasileiro terá o maior crescimento do mundo, com mais de 40% de expansão até 2019.

As projeções para 2020, feitas em estudo da Assessoria de Gestão Estratégica do Ministério da Agricultura, apontam que o Brasil ocupará quase metade do mercado mundial de carnes bovina, suína e de aves. Dos atuais 37,4%, o percentual deve subir para 44,5% em dez anos.

O etanol deve despontar nos próximos anos na pauta exportadora, com expectativa de mais de 220%, passando de 4,6 bilhões para 15,1 bilhões de litros no período 2019/2020. A perspectiva é boa também para algodão (91,6%), leite (84,3%), carne bovina (82,8%), milho (80,3%) e carne de frango (71,5%).

FONTE: adaptado do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento http://www.agrosoft.org.br 12.17.2010

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Conheça as metas que compõem o Plano Nacional de Educação 2011-2020


O Ministério da Educação divulgou, no dia 15 de dezembro, as principais metas relativas a educação, as quais o Brasil deve atingir até o ano de 2020.

Meta 1: Universalizar, até 2016, o atendimento escolar da população de 4 e 5 anos, e ampliar, até 2020, a oferta de educação infantil de forma a atender a 50% da população de até 3 anos.

Meta 2: Criar mecanismos para o acompanhamento individual de cada estudante do ensino fundamental.

Meta 3: Universalizar, até 2016, o atendimento escolar para toda a população de 15 a 17 anos e elevar, até 2020, a taxa líquida de matrículas no ensino médio para 85%, nesta faixa etária.

Meta 4: Universalizar, para a população de 4 a 17 anos, o atendimento escolar aos estudantes com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação na rede regular de ensino.

Meta 5: Alfabetizar todas as crianças até, no máximo, os 8 anos de idade.

Meta 6: Oferecer educação em tempo integral em 50% das escolas públicas de educação básica.

Meta 7: Atingir as médias nacionais para o Ideb já previstas no Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE)

Meta 8: Elevar a escolaridade média da população de 18 a 24 anos de modo a alcançar mínimo de 12 anos de estudo para as populações do campo, da região de menor escolaridade no país e dos 25% mais pobres, bem como igualar a escolaridade média entre negros e não negros, com vistas à redução da desigualdade educacional.

Meta 9: Elevar a taxa de alfabetização da população com 15 anos ou mais para 93,5% até 2015 e erradicar, até 2020, o analfabetismo absoluto e reduzir em 50% a taxa de analfabetismo funcional.

Meta 10: Oferecer, no mínimo, 25% das matrículas de educação de jovens e adultos na forma integrada à educação profissional nos anos finais do ensino fundamental e no ensino médio.

Meta 11: Duplicar as matrículas da educação profissional técnica de nível médio, assegurando a qualidade da oferta.

Meta 12: Elevar a taxa bruta de matrícula na educação superior para 50% e a taxa líquida para 33% da população de 18 a 24 anos, assegurando a qualidade da oferta.

Meta 13: Elevar a qualidade da educação superior pela ampliação da atuação de mestres e doutores nas instituições de educação superior para 75%, no mínimo, do corpo docente em efetivo exercício, sendo, do total, 35% doutores.

Meta 14: Elevar gradualmente o número de matrículas na pós-graduação stricto sensu de modo a atingir a titulação anual de 60 mil mestres e 25 mil doutores.

Meta 15: Garantir, em regime de colaboração entre a União, os Estados, o Distrito Federal e os municípios, que todos os professores da educação básica possuam formação específica de nível superior, obtida em curso de licenciatura na área de conhecimento em que atuam.

Meta 16: Formar 50% dos professores da educação básica em nível de pós-graduação lato e stricto sensu, garantir a todos formação continuada em sua área de atuação.

Meta 17: Valorizar o magistério público da educação básica a fim de aproximar o rendimento médio do profissional do magistério com mais de onze anos de escolaridade do rendimento médio dos demais profissionais com escolaridade equivalente.

Meta 18: Assegurar, no prazo de dois anos, a existência de planos de carreira para os profissionais do magistério em todos os sistemas de ensino.

Meta 19: Garantir, mediante lei específica aprovada no âmbito dos estados, do Distrito Federal e dos municípios, a nomeação comissionada de diretores de escola vinculada a critérios técnicos de mérito e desempenho e à participação da comunidade escolar.

Meta 20: Ampliar progressivamente o investimento público em educação até atingir, no mínimo, o patamar de 7% do Produto Interno Bruto (PIB) do país.

Fonte: agência Brasil de notícias

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

O poder do dólar – instabilidades e conflitos que reafirmam o poder dos EUA


Desde a crise financeira, nos últimos dois anos não faltaram analistas acadêmicos e de mercado preconizando a degeneração do dólar como moeda de referência internacional.

Em 2008 a instabilidade e o caos nos mercados creditício, bancário e financeiro levaram certas interpretações a enxergar o colapso do poder americano e a derrocada da economia financeirizada. Entretanto, essas avaliações foram surpreendidas pela disposição dos Estados-nacionais e dos bancos centrais de salvaguardar as instituições financeiras e o capital privado, explicitando a aliança ancestral entre estadistas e financistas.

Além disso, essas avaliações se espantaram, no imediato pós-crise, com a intensa valorização do dólar e a forte apreciação dos títulos do tesouro americano, que, paradoxalmente, se apresentaram como os papéis mais seguros do mercado global, evidenciando uma vez mais o poder do dólar como moeda internacional.

Agora em 2010, diante da hesitante recuperação americana, expressa na desvalorização do dólar, na monetização dos títulos da dívida pública e na guerra cambial, as mesmas ansiedades decadentistas voltaram a reaparecer.

A lista de alternativas supostamente viáveis propostas por governos e organismos multilaterais se avoluma: a substituição do dólar, a criação de uma nova moeda supranacional, a fixação de uma meta consensual para os desequilíbrios das transações correntes, a conversão do FMI em um banco central global, e até mesmo a ressurreição do padrão ouro.

Todas essas medidas partem de um diagnóstico comum: a hegemonia do dólar está ameaçada, prova disso seria a perda de espaço da moeda americana no mix de moedas das reservas internacionais dos países.

Essas análises macroeconômicas carecem, no entanto, de uma desmistificação trazida pela economia política internacional. No sistema mundial moderno, a moeda de referência internacional é um produto da capacidade de expansão do poder soberano.

Como toda expansão de poder é um ato de força e conquista seu avanço gera permanentemente desequilíbrios e instabilidades, para todos os Estados e para o próprio país hegemônico. De modo que a arena monetária não é outra coisa que não um palco, talvez o mais importante, em que esses distúrbios se apresentam.

Nesse sentido, a política do dólar forte de ontem e a política do dólar fraco de hoje podem ser encaradas como dois capítulos de uma mesma história: a história do poder soberano americano que cria instabilidades e conflitos para que ele próprio possa reafirmar, acumular e expandir permanentemente o seu poder global.

É essa natureza instável do poder a responsável por fazer desse sistema algo dinâmico e explosivo e não estático.

Por isso, periodicamente, a hierarquia dos Estados-nacionais sofre alterações e o sistema monetário-financeiro internacional torna-se mais “sensível”, como temos observado. Mas isso não significa imediatamente uma desestruturação do poder do dólar, até mesmo porque não há no horizonte de curto e médio prazo alguma moeda capaz de substituí-lo, afinal, enquanto o Euro passa por dificuldades crescentes, a Libra inglesa segue movimentos muito próximos aos do próprio dólar, o Yen japonês caminha timidamente e o Yuan chinês permanece inconversível internacionalmente.

Além disso, ao que tudo indica, nem os credores europeus tampouco os chineses tem qualquer interesse na depreciação do dólar, e, embora no curto-prazo interesse aos EUA depreciar sua moeda essa tendência provavelmente não continuará indefinidamente. Em algum momento, a despeito da dívida pública americana, os juros nos EUA voltarão a subir, pois não é trivial que os Treasuries (Títulos do Tesouro norte-americano) continuem sendo considerados os papéis mais seguros do mundo.
Mesma a queda na participação do dólar entre as reservas internacionais é muito pequena, passou de 61% em 2007 para 56% em 2009, a Libra passou por uma redução similar, e o Yen não representa mais do que 2% do total das reservas oficiais dos países. Diante da incerteza global sofreu alteração a quantidade de reservas não-declaradas, que saltou de 39% em 2007 para 44% em 2009.

Esse último número pode traduzir certa insegurança com relação ao dólar, mas nada aponta sobre uma possível crise. Em 2010 as reservas internacionais atingiram algo em torno de oito trilhões de dólares, sendo que mais da metade delas estão sob a posse de países em desenvolvimento.

Em suma, o que parece estar acontecendo é uma pequena diversificação das reservas associada aos resultados da economia americana e ao aumento da importância de outras economias emergentes.

Tal fenômeno só pode animar a concorrência interestatal, e com isso o mais provável é que os desequilíbrios e instabilidades políticas que sustentam o dólar dêem ainda fôlego para a moeda americana.

Nesse momento, apesar das inúmeras hipóteses sobre a decadência do dólar, o mais provável é que haja pelo menos mais uma rodada de ajustes, conquistas e guerras no cenário geopolítico e geoeconômico reafirmando o poder dos EUA e, por extensão, o poder do dólar.

Parece que ainda não soou à hora final da moeda americana, apesar de que as transformações em curso possam estar criando uma situação mais complexa para ela. Ao que tudo indica o que estamos assistindo não é a falência do sistema monetário-financeiro internacional baseado no dólar, mas a uma reorganização dos Estados-nacionais no seu interior.

Sendo assim, o mais aconselhável é seguir acompanhando os movimentos de transformação recente de forma atenta, tendo em conta que não é prudente minimizar o poder das moedas hegemônicas e internacionais. Não se pode subestimar o poder do dólar.

Texto de William Nozaki, extraído de http://www.cartamaior.com.br/

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

A democracia fugiu do controle?


Ainda é cedo para maiores projeções nessa ou naquela direção sobre os telegramas wikis ou sobre o papel representado por Julian Assange. Uma coisa é certa. A pergunta que se configura aos poucos e que o confronto entre a força avassaladora da nova informação eletrônica e a da velha mídia mundial a serviço do poder hegemônico do capitalismo nos coloca é a seguinte: a democracia representativa burguesa está fugindo ao controle de quem a tutela?

Um curioso artigo do jornalista espanhol Pascual Serrano publicado em “El Periódico de Catalunya” e reproduzido no site www.rebelion.org levanta uma questão interessante provocada pelos milhares de telegramas vazados pelo site Wikileaks na internet, mas que de algum modo até intrigante e ultrapassa a polêmica criada na imprensa mundial diante do volume e do conteúdo ali exibidos.

Diz Serrano na introdução do seu texto que o fenômeno Wikileaks tem monopolizado numerosas análises e reflexões sobre o futuro da informação, da internet e da própria difusão de notícias. É natural. Como o direito à informação e à liberdade de imprensa se constituem em pilares, entre outros, da democracia tal qual a conhecemos e é praticada em boa parte do mundo ocidental, chama a atenção o fato de que parece se configurar com maior nitidez uma verdade que a hipocrisia de muitos ‘democratas’ procura esconder e maquiar há algum tempo: afinal existem informações e... informações. Como também existem concepções diferentes sobre a liberdade de imprensa.

Quando um país, como os Estados Unidos da América, apóia um golpe de estado contra um governo democraticamente eleito, o último exemplo é a deposição do presidente Manuel Zelaya em Honduras (mas a lista é imensa só nos últimos 50 anos), é justo encobrir ou negar essa informação? Em nome de quê? De quem? E a liberdade de imprensa onde é que fica? Os chamados segredos de estado só pesam em um dos pratos da balança?

Não é por acaso que o pensador e lingüista Noam Chomsky declara, a propósito dos recentes vazamentos no Wikileaks, que os governantes norte americanos tem profundo desprezo pela democracia, essa mesma da qual se orgulham e querem impor ao mundo através da força.

Muito a propósito, vejamos as recentes declarações do atual embaixador dos EUA no Brasil, Thomas Shannon, em artigo escrito para o jornal Folha de São Paulo no dia 2 de dezembro passado: “O presidente Obama e a secretária de Estado Hillary Clinton decidiram dar prioridade à revigoração das relações dos EUA no mundo. Ambos têm trabalhado com afinco para fortalecer as parcerias existentes e construir novas parcerias no enfrentamento de desafios comuns, das mudanças climáticas e da eliminação da ameaça das armas nucleares até a luta contra doenças e contra a pobreza.”

Obedecendo à orientação de Washington para minimizar os telegramas wikis, o blá, blá, blá retórico de Thomas Shannon é vazio de significado prático e recheado de conteúdo cínico. No contexto da América Latina, quais seriam esses desafios, senhor embaixador? O combate ao narcotráfico, por exemplo? Mas qual é o maior país consumidor de drogas pesadas no mundo e, portanto, grande sustentáculo do narcotráfico internacional, segundo relatórios da ONU? Os Estados Unidos da América.

Qual o volume de dinheiro do narcotráfico branqueado em bancos norte americanos (e europeus)? Em termos mundiais, já ultrapassa a casa dos 400 bilhões de dólares por ano.

Quanto às mudanças climáticas, é sabido que até a presente data o país do Sr. Shannon ainda não assinou o Protocolo de Kyoto, criado em 1997 com o objetivo de reduzir a produção de gases poluentes, sendo os EUA o país que mais polui o meio ambiente mundial. Dispenso-me de comentar sobre o cinismo da “eliminação da ameaça de armas nucleares”. Repito aqui apenas a velha e surrada pergunta: por quê os EUA não dão o exemplo e começam a destruir o seu próprio arsenal nuclear?

Sobre a luta contra a doença e a pobreza, o Sr. Shannon deveria olhar para dentro de seu próprio país e ver os estragos causados no sistema de saúde privatizado, tão bem avaliado pelo cineasta Michael Moore; ou avaliar o atual nível de desemprego e pensar nos imensos guetos de miséria espalhados pelo país, sobretudo entre afros descendentes e hispânicos.

O ainda referido artigo publicado na FSP é uma catilinária de parvoíces, eivada de frases vazias, mas sempre com aquela pontinha de arrogância com a qual os “nossos irmãos do norte” se acostumaram a tratar o mundo. Prestem atenção nessa simples e emblemática frase do embaixador norte americano no Brasil sobre os telegramas do Wikileaks, eivada de arrogância e ‘espírito democrático’: “Uma ação cuja intenção é provocar os poderosos pode, em vez disso, pôr em risco aqueles que não têm poder.” Ou seja: nós, os poderosos (leia-se EUA), se provocados, podemos pôr em risco os que não tem poder (o resto do mundo).

Mas é exatamente isso o que seu país já faz, senhor embaixador, com ou sem o Wikileaks. Como é que ficam os assassinatos de civis no Afeganistão e no Iraque? Quantos idosos, mulheres e crianças já morreram para receber (custa-me mais uma vez engolir o cinismo) a velha e empoeirada democracia de Abraham Lincoln? O que significa enviar dez mil soldados armados até os dentes para uma ajuda humanitária ao Haiti?

Volto agora ao jornalista Pascual Serrano. Sobre o debate entre defensores e críticos para saber se o site de Julian Assange comete uma irresponsabilidade com a e circulação de informação secreta, o jornalista espanhol considera que há uma simplificação do tema e que o modus operandi do próprio Wikileaks vem demonstrando que o assunto é mais complexo.

Serrano, sem mostrar duvidas quanto à veracidade dos tais telegramas, levanta a enigmática hipótese de se saber a razão pela qual, de início, o Wikileaks ofereceu de forma privilegiada e com exclusividade 250.000 documentos a cinco grandes meios de comunicação mundial, The New York Times, The Guardian, Der Spiegel, Le Monde e El País. Tais órgãos de informação divulgaram em seguida que tinham “autonomia para decidir sobre a seleção, valoração e publicação das informações que afetassem a seus países (EUA, Grã Bretanha, Alemanha, França e Espanha).

Portanto, e ainda segundo Serrano, a conivência entre o Wikileaks e o cartel criado entre esses cinco órgãos de comunicação, é absoluta. E conclui: “Não sei se a origem do site Wikileaks era limpa e honesta. O que parece claro, contudo, é que está se convertendo num objeto domesticado, a ponto de o primeiro ministro de Israel Benjamim Netanyahu afirmar que os documentos dão razão ao seu governo ao valorizar a ameaça iraniana”.

Os vazamentos Wikileaks significariam o simples desnudamento da diplomacia de intimidação e espionagem colocadas em prática por Washington, tornando explícito para o mundo aquilo que muitos já sabiam ou desconfiavam? Criam constrangimentos para o complexo industrial/militar e as grandes corporações capitalistas ou, ao contrário, significam uma nova e sofisticadíssima forma de contra-informação digna de um filme de Hollywood?

O atual líder republicano no senado norte americano, Mitch McConnell, declarou em entrevista para a rede de televisão NBC que Assange é “um terrorista de alta tecnologia”. O dano causado aos EUA é enorme e, segundo o senador, Assange deve ser julgado com todo o peso da lei. Se por acaso isso causar problemas legais, “muda-se a lei”, completou McConnell. Parece que desde a eleição de Bush filho, quando se fraudou a lei no estado da Flórida para sua eleição, ou mesmo bem antes, quando John Kennedy foi assassinado, a democracia norte americana vem mudando algumas de suas leis a fim de se manter como sendo a democracia exemplar para o resto do mundo.

Fonte: O artigo é de Izaías Almada extraído http://www.cartamaior.com.br

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Concessões privadas de saneamento no Brasil. Bom para quem ?


Privatizações deixam os municípios mais pobres e desamparados, alerta o presidente da Thames Water do Brasil

Os estudos de casos do projeto “Prinwass no Brasil” foram realizados entre meados de 2001 e meados de 2003. A pesquisa de campo envolveu a coleta de informações sobre diversos aspectos dos serviços de saneamento e a política de desenvolvimento urbano dos municípios implicados nas três concessões, incluindo diversas fontes (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, SNIS, imprensa e buscas na internet), além de entrevistas com dirigentes das concessionárias, de órgãos municipais do executivo e do legislativo, de entidades reguladoras e representantes de organizações não governamentais. Também foram analisados os respectivos editais de licitação, as leis de autorização e os contratos de concessão, além de outros documentos oficiais referentes a cada caso.

Buscou-se analisar as conseqüências de cada concessão sobre a qualidade, o alcance social, os custos e o impacto ambiental dos serviços, bem como a eficácia dos mecanismos de regulação criados para garantir a prestação de serviços adequados e o cumprimento dos contratos.

Com relação à dimensão econômico-financeira, podemos dizer que, nos três casos analisados, a «privatização» revelou-se uma alternativa para alavancar investimentos na expansão e/ou melhoria dos serviços. Mas há diferenças importantes entre as experiências examinadas, conforme se observa a seguir após uma breve descrição de cada concessão.

Em Limeira, cidade de porte médio com cerca de 250 mil habitantes onde ocorreu a primeira iniciativa deste tipo registrada na história recente desse setor no país, os serviços urbanos de água e esgotos do município foram concedidos por um período de 30 anos à companhia Águas de Limeira (atual Foz do Brasil), oriunda do consórcio formado pela construtora nacional Odebrecht (50 por cento) e a companhia Suez Lyonnaise des Eaux (50 por cento), vencedor da licitação.

O contrato de concessão, firmado pela companhia e a prefeitura municipal em junho de 1995, teve seu valor global (como projeção de receitas ao longo do período de concessão) estimado em 495,5 milhões de reais no edital, cabendo à concessionária investir neste período 98,4 milhões em melhorias diversas (ampliação da produção e da reservação de água, controle de perdas, tratamento de esgotos, etc).

Cumpre observar que, no período anterior à concessão, os índices de atendimento, tanto para água como para esgotos, já eram mais elevados do que as metas previstas no contrato atual, mas a autarquia municipal que se encarregava destes serviços não dispunha de recursos para investir no tratamento das águas servidas, que era praticamente inexistente. Embora boa parte da construção da Estação de Tratamento de Esgotos do rio Tatu tenha sido financiada pela indústria local, antes da privatização, caberia à concessionária privada aportar investimentos estimados em cerca de R$ 50 milhões para terminá-la e realizar as obras complementares, visando tratar a totalidade dos esgotos do município até 2009.

Contudo, mesmo que tal meta venha a ser atingida com a aplicação destes recursos, considerando-se os índices de atendimento e os investimentos já realizados neste sistema antes da privatização, parece razoável supor que a antiga autarquia poderia ter sido financeiramente saneada para viabilizar os investimentos nesse campo através de outros arranjos institucionais que levassem a uma gestão mais eficiente, com maior autonomia decisória e controle social, sendo transformada, por exemplo, numa companhia municipal.

Texto adaptado do resumo da pesquisa feita por Marcelo Coutinho Vargas (professor doutor da UFSCAR),Graduado em Ciências Sociais na Universidade de Brasília, mestrado em Sociologia na Unicamp e doutorado em Planejamento Urbano na Universidade de Paris XII - Val de Marne (França). Suas principais áreas de interesse:- modelos de gestão e regulação dos serviços industriais de utilidade pública (saneamento, energia elétrica, telefonia), incluindo a questão do desenvolvimento de tecnologias apropriadas visando à universalização do acesso a tais serviços.

Fonte: http://www.prinwass.org/publications.shtml e

Reduzir juros teria mais efeito do que o ajuste fiscal



O economista Marcio Pochmann (presidente do IPEA - Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) criticou a decisão do governo federal de promover corte de gastos públicos anunciada na segunda-feira, dia 06 de dezembro de 2010, pelo ministro da Fazenda Guido Mantega.

Em entrevista à Rede Brasil Atual, Marcio Pochmann sustentou que a redução da taxa de juros permitiria um alívio maior e mais rápido sobre as contas públicas sem riscos de produzir retração econômica.

Para Pochmann, o Brasil fez uma escolha política de colocar o desenvolvimento nacional como tema central. Isso significou, substituir a "monotemática que perdurou nos anos 1990 do arrocho fiscal", diz ele.

A volta do discurso de que é necessário reduzir as despesas incluindo investimentos em obras de infraestrutura do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e eventualmente de programas sociais – pode ter efeitos ruins no longo prazo.

"A questão central do Brasil diz respeito a enfrentar os nós do desenvolvimento que não são apenas de ordem fiscal", constatou o presidente do IPEA. "Questões importantes são os riscos da situação cambial e monetária que fazem o Brasil perder competitividade em setores e maior valor agregado. Assim, empurra o país a ser cada vez mais uma economia de bens primários, ancorada em produtos de menor valor agregado", criticou.

Pochmann reconheceu que há um "espaço permanente" para melhorar a qualidade dos gastos públicos e da arrecadação, abandonando o padrão regressivo em que os mais pobres pagam proporcionalmente mais tributos.

Porém, ele teme cortes verticais e seus impactos sobre o nível de investimento em relação ao Produto Interno Bruto (PIB).

Fonte: Texto de Anselmo Massad - Rede Brasil Atual - http://www.cartamaior.com.br

domingo, 12 de dezembro de 2010

Abaixo-assinado pelo fim da perseguição ao Wikileaks



Campanha promovida pela comunidade Avaaz quer reunir 1 milhão de vozes em apoio ao Wikileaks em uma semana.

"A campanha de perseguição agressiva contra o WikiLeaks é um perigoso ataque à liberdade de expressão e imprensa. Políticos importantes dos EUA chamaram o WikiLeaks de uma organização terrorista, pedindo para empresas boicotarem o site. Comentaristas chegaram ao extremo de sugerir o assassinato da sua equipe", diz chamada de abaixo assinado que, neste sábado, já tinha mais de 500 mil assinaturas.

Para os EUA e outros governos e empresas ligadas à perseguição ao WikiLeaks:

"Nós pedimos o fim da perseguição ao Wikileaks e seus parceiros imediatamente. Pedimos respeito pelos princípios democráticos e leis de liberdade de expressão e de imprensa. Se o Wikileaks e seus jornalistas parceiros violaram alguma lei eles deverão ser levados à justiça. Eles não devem ser sujeitados a uma campanha de intimidação extrajudicial."

Independentemente do que pensamos sobre o WikiLeaks, peritos legais dizem que eles não violaram nenhuma lei. O site trabalha com jornais renomados internacionais (NY Times, Guardian, Spiegel) para cuidadosamente selecionar o que é publicado - até agora menos de 1% dos casos vazados.


O que é o Avaaz?
A Avaaz é uma comunidade de mobilização online que pretende levar a voz da sociedade civil para a política global.

Avaaz, que significa "voz" em várias línguas européias, do Oriente Médio e asiáticas, foi lançada em 2007 com uma simples missão democrática: mobilizar pessoas de todos os países para construir uma ponte entre o mundo em que vivemos e o mundo que a maioria das pessoas quer.

A Avaaz mobiliza milhões de pessoas de todo tipo para agirem em causas internacionais urgentes, desde pobreza global até os conflitos no Oriente Médio e mudanças climáticas. O modelo de mobilização online permite que milhares de ações indivíduais, apesar de pequenas, possam ser combinadas em uma poderosa força coletiva.

Operando em 14 línguas por uma equipe profissional em quatro continentes e voluntários de todo o planeta, a comunidade Avaaz se mobiliza assinando petições, financiando campanhas de anúncios, enviando emails e telefonando para governos, organizando protestos e eventos nas ruas, tudo isso para garantir que os valores e visões da sociedade civil global informem as decisões governamentais que afetam todos nós.

http://www.avaaz.org/po/wikileaks_petition/?cl=849303335&v=7723

O perfil do novo ministro das Comunicações


Acostumado a agir nos bastidores e se relacionar pouco com a imprensa, o bancário e ex-sindicalista Paulo Bernardo (PT) foi oficializado na quarta-feira, 8 de dezembro, como o novo ministro das Comunicações da presidenta eleita Dilma Rousseff (PT). O perfil reservado é só um abre alas das novas características que tendem a marcar a nova gestão no Ministério das Comunicações (Minicom). Bernardo tem formação balizada pelo pragmatismo, não só do ponto de vista político, mas principalmente econômico.

Sua ligação com o setor que agora coordena era diminuta até participar do desenvolvimento do Plano Nacional de Banda Larga (PNBL) quando ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão do governo Lula.

Assim, caminha para ser o primeiro comandante da pasta a não ter alguns vícios ao se debruçar na regulação do setor, o que pode levar a relevar mais as nuances da cadeia produtiva do que as tecnologias, que tendem ser resignificadas com a convergência.

Outro traço que o paranaense Paulo Bernardo leva para o Minicom é a disciplina de soldado no cumprimento de suas tarefas. Como timoneiro do Planejamento, as decisões estratégicas na gestão e investimentos públicos federais passaram sob seu crivo, em especial funções de coordenação do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Sempre leal aos superiores, sua escolha é considerada confirmação de que a presidente Dilma trará o Minicom para o eixo das decisões estratégicas do governo.

A experiência de Bernardo no PAC tende a ser incorporada para fortalecer a infraestrutura estatal na Telebrás e no Sistema Público de Radiodifusão, sem extrapolar os gastos que o Tesouro almeja. No caso da Telebrás, o atual presidente, Rogério Santanna é considerado uma indicação direta de Bernardo. Quanto ao PNBL a avaliação é que ele andou menos o que desejou Lula, por isso o próximo Minicom deve ter uma secretaria específica para tratar da inclusão digital.

Quanto à gestão, o desafio de Bernardo é reestruturar um Ministério sucateado e potencializar o ainda frágil Sistema Público de Radiodifusão, ambos carentes de funcionários.

Nos Correios as armadilhas são maiores, Bernardo terá que sanar os escândalos que explodiram no primeiro mandato de Lula e se proliferaram até agenda da candidatura de Dilma Rousseff à presidência.

Fonte: adaptado do artigo de Pedro Caribé, publicado no Observatório do Direito à Comunicação e extraído de http://altamiroborges.blogspot.com

sábado, 11 de dezembro de 2010

Quem é Julian Assange (Wikileaks) ? Herói ou vilão?


Quem é Julian Assange? Herói ou vilão? Essa é a principal pergunta que muitos se fazem hoje. Com toda certeza posso afirmar que para o governo dos EUA ele é um perigoso vilão, pois Assange tem revelado em seu site, Wikileaks, os segredos por trás da diplomacia americana e sua rede de informações, causando muito embaraço aquele governo e trazendo a tona muitas discussões e verdades que estavam ocultas atrás das paredes de Washington e seus aliados.

Em minha opinião, como muitos de nossos leitores e amigos, vejo Assange como um herói, sim isso mesmo, ele pode ser intitulado como herói, pois teve a coragem de publicar toda a sujeira que estava escondida embaixo do tapete sem temer as possíveis retaliações que isso lhe pudesse trazer. Um herói não é uma pessoa super em nada, é uma pessoa como eu ou você.

Mas, o que é preciso para o individuo ser considerado um herói? Podemos batizar de heróis os bombeiros, policiais, militares, médicos e professores. As pessoas nesses empregos geralmente transcendem o interesse próprio normal, colocando os interesses e a necessidades do outros em primeiro lugar na lista de suas prioridades.

Eles lutam pela saúde, segurança, crescimento e excelência do ser humano, são guerreiros da vida diária, cujos sacrifícios e atos nobres beneficiam a todos nós. E nessa categoria podemos enquadrar Julian Assange por seu serviço a humanidade.

Mas, as pessoas não costumam pensar sobre isso, o que torna essas ações de conhecimento de poucos. As contribuições desses heróis são tão comuns, e tão presentes em nosso convívio, que podemos facilmente ignorar seu caráter distinto.

O reconhecimento ocorre apenas quando os esforços delas vão bem além do limite normal de suas atividades rotineiras e chamam a atenção de forma dramática ou marcam de forma direta a nossa sociedade, rompendo a cúpula que nos isola do mundo real. Pois vivemos em uma redoma imposta por governos e a mídia manipuladora, que tenta nos tornar marionetes a seu bel prazer.

Em uma cultura permeada por interesses próprios e passividade auto-indulgente, em que as pessoas são mais voltadas ao papel de telespectador do que de participante, que preferem o conforto fácil a iniciar uma mudança necessária, é preciso ser forte para tomar fôlego e lutar pela mudança, para lutar contra toda a mentira que nos cerca.

O conceito de um herói se estende para além dessas ocupações que requerem o confronto com o perigo pessoal pelo bem dos outros, ou que envolvem sacrifício financeiro a serviço do que é necessário para o bem social. Pois qualquer pessoa que defende o bem e o certo, contra todas as adversidades contrárias, e proporciona através disso uma luta heróica, tem seu valor nobre, que o dicionário define como herói.

Podemos então definir um herói como alguém que exerce um caráter nobre a serviço da sociedade, que sacrifica sua vida privada para o bem da comunidade, buscando assim, o bem comum. Esse é o dever moral dos heróis e é através desses atos que ele se torna um herói.

O GeoPolítica Brasil e seu editor apóiam a postura de Julian Assange e seu site Wikileaks, pois a verdade deve estar acima de tudo, e mesmo que tente silenciá-la.

Texto de Angelo D. Nicolaci – Editor GeoPolÍtica Brasil extraído do site: http://brasilnicolaci.blogspot.com/

Quem é Julian Assange (Wikileaks) ? Herói ou vilão?

Quem é Julian Assange? Herói ou vilão? Essa é a principal pergunta que muitos se fazem hoje. Com toda certeza posso afirmar que para o governo dos EUA ele é um perigoso vilão, pois Assange tem revelado em seu site, Wikileaks, os segredos por trás da diplomacia americana e sua rede de informações, causando muito embaraço aquele governo e trazendo a tona muitas discussões e verdades que estavam ocultas atrás das paredes de Washington e seus aliados.

Em minha opinião, como muitos de nossos leitores e amigos, vejo Assange como um herói, sim isso mesmo, ele pode ser intitulado como herói, pois teve a coragem de publicar toda a sujeira que estava escondida embaixo do tapete sem temer as possíveis retaliações que isso lhe pudesse trazer. Um herói não é uma pessoa super em nada, é uma pessoa como eu ou você.

Mas, o que é preciso para o individuo ser considerado um herói? Podemos batizar de heróis os bombeiros, policiais, militares, médicos e professores. As pessoas nesses empregos geralmente transcendem o interesse próprio normal, colocando os interesses e a necessidades do outros em primeiro lugar na lista de suas prioridades.

Eles lutam pela saúde, segurança, crescimento e excelência do ser humano, são guerreiros da vida diária, cujos sacrifícios e atos nobres beneficiam a todos nós. E nessa categoria podemos enquadrar Julian Assange por seu serviço a humanidade.

Mas, as pessoas não costumam pensar sobre isso, o que torna essas ações de conhecimento de poucos. As contribuições desses heróis são tão comuns, e tão presentes em nosso convívio, que podemos facilmente ignorar seu caráter distinto.

O reconhecimento ocorre apenas quando os esforços delas vão bem além do limite normal de suas atividades rotineiras e chamam a atenção de forma dramática ou marcam de forma direta a nossa sociedade, rompendo a cúpula que nos isola do mundo real. Pois vivemos em uma redoma imposta por governos e a mídia manipuladora, que tenta nos tornar marionetes a seu bel prazer.

Em uma cultura permeada por interesses próprios e passividade auto-indulgente, em que as pessoas são mais voltadas ao papel de telespectador do que de participante, que preferem o conforto fácil a iniciar uma mudança necessária, é preciso ser forte para tomar fôlego e lutar pela mudança, para lutar contra toda a mentira que nos cerca.

O conceito de um herói se estende para além dessas ocupações que requerem o confronto com o perigo pessoal pelo bem dos outros, ou que envolvem sacrifício financeiro a serviço do que é necessário para o bem social. Pois qualquer pessoa que defende o bem e o certo, contra todas as adversidades contrárias, e proporciona através disso uma luta heróica, tem seu valor nobre, que o dicionário define como herói.

Podemos então definir um herói como alguém que exerce um caráter nobre a serviço da sociedade, que sacrifica sua vida privada para o bem da comunidade, buscando assim, o bem comum. Esse é o dever moral dos heróis e é através desses atos que ele se torna um herói.

O GeoPolítica Brasil e seu editor apóiam a postura de Julian Assange e seu site Wikileaks, pois a verdade deve estar acima de tudo, e mesmo que tente silenciá-la.

Texto de Angelo D. Nicolaci – Editor GeoPolÍtica Brasil extraído do site: http://brasilnicolaci.blogspot.com/

Economia do Brasil vive melhor momento dos últimos 25 anos


Os resultados do terceiro trimestre de 2010 já asseguram ao país uma expansão de pelo menos 7,5% neste ano. O fim da administração Lula está próximo, mas essa não foi a última vez que o ministro da Fazenda, Guido Mantega, comunica os resultados do PIB, ele continuará no cargo no governo de Dilma Rousseff.

Passados oito anos e uma crise econômica mundial, Guido Mantega explica por que o mundo passou a olhar com outros olhos para o Brasil: "Conseguimos modificar o patamar de crescimento da economia brasileira, que crescia a taxas mais modestas no passado, e agora está crescendo a taxas superiores a 5%", respondeu o ministro à Deutsche Welle.

Ao fim do segundo mandato de Lula, o Brasil é a segunda economia que mais cresce no G20, atrás da China. A Índia, no entanto, ainda pode encerrar 2010 em segundo lugar. "A minha avaliação do governo Lula é ótima, já que em 2007 crescemos 6,1%, em 2008 foi 5,8%, em 2009 o índice foi menor por causa crise, e agora acima de 7,5%", comenta Mantega.

UM OLHAR SOBRE A HISTÓRIA
O compasso acelerado do início de 2010 diminuiu ao longo do ano. O crescimento do terceiro trimestre em relação ao segundo foi de 0,5%, mas de 8,4% no acumulado dos últimos 12 meses.

Federico Foders, pesquisador da Universidade da Colônia, faz uma referência ao passado para elogiar o presente. "Quando Lula foi eleito houve uma grande fuga de capitais. O mundo pensou: 'ele vai chegar e vai nacionalizar empresas, etc.'. E depois foi esse desenvolvimento todo que vimos."

Para Fordes "O país conseguiu passar por ela, porque não estava profundamente envolvido na crise que começou nos Estados Unidos. O Brasil tinha um sistema financeiro mais independente, por isso continuou crescendo. E não esqueça que a China é o segundo parceiro comercial do Brasil, o que ajudou muito."

Para o ministro Mantega, os resultados do PIB em 2010 mandam uma mensagem à comunidade internacional: "O resultado desse terceiro trimestre mostra que o Brasil se tornou uma economia dinâmica que tende a estar entre as economias que mais vão crescer nos próximos anos. É bom ressaltar que esse crescimento é sustentável para os próximos anos, porque se dá mantendo as inflações sob controle e com a redução do déficit público brasileiro."

LONGE DO OLHO DO FURACÃO
Agora que Guido Mantega sabe que estará à frente da pasta no governo Dilma, ele se sente mais à vontade para falar em metas e estimativas para o próximo ano de crescimento de 5% do PIB em 2011.

Enquanto que na Europa há um grande esforço para sanar a crise do euro, Mantega avisa: "Não há bolha na economia brasileira, ao contrário do que acontece em outras economias. Na Bolsa de Valores, os índices permanecem estáveis ao redor de 70 mil pontos. Também não há nenhuma bolha no mercado imobiliário. O volume de crédito no mercado representa menos de 4% do PIB."

Para o pesquisador alemão da Universidade de Colônia, o sucesso da economia brasileira se deve ao seu rápido ajuste às mudanças que aconteceram na economia mundial. "E a principal mudança é que, os antigos líderes que sempre decidiam tudo e puxavam o crescimento, como Estados Unidos, Japão, Europa, não são mais os líderes. Na Europa, só a Alemanha está indo bem, os outros estão indo mal. Olhe para a França, Espanha, Reino Unido...", diz Federico Foders.

Segundo Foders, os mercados emergentes devem continuar puxando o ritmo em 2011. "E enquanto isso acontecer, o Brasil terá boas oportunidades de participar dessa bonança", finaliza o pesquisador.

FONTE: www.agrosoft.org.br - Deutsche Welle, Autora: Nádia Pontes e Revisão: Carlos Albuquerque

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Tempo de férias, tempo de lazer, tempo de cultura




Férias. Hora de fechar os livros didáticos e descansar. Hora de se divertir a valer. Já há algum tempo, o lazer deixou de ser visto como tempo perdido e passou a ser encarado como uma das atividades fundamentais do ser humano.

Desvencilhados de rotinas de trabalho e estudo, estamos prontos para usar nossa inteligência e nosso corpo para gestar novas ideias, ter experiências de vida fundamentais e explorar o mundo sem nenhuma outra finalidade, a não ser a de sentir o prazer de estar vivos.

Tudo isso é verdade. Mas também temos aqui uma boa oportunidade para rever nossos próprios conceitos de lazer. Ainda que o "dolce far niente" seja necessário, é possível aproveitar as próximas semanas para extrair prazer também de vivências culturais, que tanta falta fazem.

No labirinto quase inviável das cidades, sobra pouco tempo para que as famílias tenham uma vida cultural rica e variada. Tente se lembrar da última vez que foi a um show, a uma exposição de fotos ou de artes plásticas. E mais: lembre-se da última vez que levou seu filho a uma livraria e lá passaram horas deliciosas esparramados em almofadas cheios de histórias à sua volta...

Em um mundo onde a educação torna-se cada vez mais importante, parece que museus, teatro e exposições passaram a ser apenas compromissos escolares. Nada disso! Antes de tudo, compartilhar descobertas, histórias, músicas, viajar no tempo histórico e fruir arte e cultura devem ser programas das famílias.

A primeira razão é evidente: estamos estimulando a formação global de nossas crianças e jovens e ampliando seu repertório, o que certamente fará diferença em seus projetos de futuro.

Mas há ainda outras razões tão ou mais importantes. Ao viver conjuntamente a cultura, pais e filhos também ampliam suas sinapses, ou seu próprio universo de conexões.

Em palavras simples, passam a ter mais assuntos, mais oportunidades de diálogo e mais pontos de vista para ver e entender o maravilhoso e complexo mundo que nos rodeia.

Também passam a pertencer mais ao seu próprio tempo e até mesmo a ter mais condições de diminuir as diferenças geracionais que tanto assustam os adultos de hoje.

Fonte: texdo de Francisca Romana Giacometti Paris extraído do site nota10

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Wagner Rossi no Ministério da Agricultura consolida o poder de Michel Temer no PMDB paulista


Mantido no comando do Ministério da Agricultura, Wagner Rossi tem base política em Ribeirão Preto, interior paulista, e boa interlocução com a bancada ruralista e empresários do agronegócio. Ao lado de Moreira Franco, representa a 'cota' do vice-presidente Michel Temer no ministério. Sua permanência no cargo sela o poder de Temer sobre o PMDB paulista, uma das bases antilulistas do partido que fez sua última eleição sob o comando do ex-governador Orestes Quércia, afastado por doença.

Rossi, com 67 anos, chegou ao ministério em março de 2009, indicando a vitória de Temer sobre o antecessor Reinhold Stephanes (PMDB), que preferia o secretário-executivo da Pasta, José Gerardo Fonteles. Na época, o partido disse ter firmado acordo de "porteira fechada" para a Agricultura, com direito a trocar todos os cargos que quiser por indicações de filiados ao partido.

Temer também teve influência na indicação de Rossi para os dois cargos anteriores pelos quais o ministro passou, a Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), entre 1999 e 2000, e a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), entre 2007 e 2010.

Dentro do PMDB, Rossi e Temer estão do mesmo lado e acompanham quem está no Executivo - nacional e estadual. O ministro foi secretário de Esportes e de Educação no governo de Orestes Quércia em São Paulo entre 1987 e 1990. Na Assembleia Legislativa foi líder do governo e na gestão seguinte, de Luiz Antonio Fleury Filho, hoje sem partido, seguiria o governador no rompimento com Quércia. Fleury deu a Rossi duas das principais secretarias de sua gestão: Infraestrutura Viária e Transportes.

No governo do presidente Fernando Henrique Cardoso, quando o PMDB estava alinhado ao PSDB, Rossi foi vice-líder do PMDB na Câmara. Também sob influência de Temer, representou os pemedebistas no comando da campanha de José Serra à Presidência em 2002. Sua aproximação com o atual governo se deu no segundo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, quando o PMDB passou para a base aliada.

Em suas passagens por estatais cobiçadas pelo PMDB, como a Codesp e a Conab, Rossi foi citado em suspeitas de irregularidades. Em 2001, no ano seguinte ao deixar a presidência da Companhia Docas de São Paulo, o pemedebista foi "ameaçado" pelo senador Antonio Carlos Magalhães (DEM), morto em 2007, que disse, à época, ter um "dossiê" sobre o porto de Santos com supostas irregularidades envolvendo o pemedebista. Rossi negou e disse ter sido alvo de pressão política, por ter feito nomeações técnicas.

Na Conab, onde era responsável por gerenciar um Orçamento de mais de R$ 5,5 bilhões, uma auditoria do Tribunal de Contas da União apontou problemas ao longo de várias gestões nas áreas de armazenagem e jurídica da estatal. O pente-fino do TCU, feito dois anos e meio depois de Rossi assumir a estatal, indicou problemas na gestão, como contratações irregulares.

O pemedebista, à época, reconheceu os problemas e disse que estava corrigindo as "imperfeições". Na estatal, foi acusado de lotear cargos, o que ele também nega. A Conab tem 21 superintendências estaduais e 96 unidades armazenadoras de grãos. O potencial para influenciar e captar votos nas regiões agrícolas é expressivo e a estatal é estratégica por operar o amplo programa de subsídios financeiros da política agrícola.

No Ministério da Agricultura, a gestão de Rossi ainda é considerada "tímida" por parlamentares e pela Contag. O ministro tem boa aceitação na bancada ruralista, mas divide o agronegócio.

Para o empresário do etanol Maurílio Biagi, Rossi fez um bom trabalho na Pasta. "Se o Wagner continuar, estamos bem servidos. O ministério precisa ser político", disse Biagi, próximo ao deputado federal Antonio Palocci (PT-SP).

Já na análise de outro representante do agronegócio de São Paulo, o cargo pede alguém menos político. "A ligação dele no ministério é política, pelo Michel Temer. Ele é um político profissional. Não é o que a gente gosta. Preferimos pessoas que sejam do setor", afirmou. Na avaliação do empresário que pediu para não ser identificado, Rossi abriu bom diálogo com o segmento, mas não há segurança sobre o comprometimento do ministro com o empresariado. "Ninguém sabe o que ele pensa."

O secretário de Política Agrícola da Contag, Antoninho Rovaris, também diz não saber quais são as propostas de Rossi. "Não conseguimos visualizar uma postura mais concreta do ministro sobre diferentes assuntos. Não temos conhecimento sobre ele. Não sabemos o que pensa sobre o Código Florestal, por exemplo. Stephanes, bem ou mal, se posicionava", comenta. "Tivemos mais conversa com Stephanes. Com Rossi não houve essa possibilidade e só conseguimos conversar com o segundo escalão do ministério", diz Rovaris.

A gestão de Rossi no governo Dilma, no entanto, deve ser diferente. Parlamentares da bancada ruralista veem no próximo governo uma grande possibilidade de aumentar suas conquistas. "Há diferença de quando se é base e quando se é governo. Hoje o PMDB é governo", resumiu o deputado Moacir Micheletto (PMDB-PR), coordenador político da Frente Parlamentar da Agropecuária na Câmara.

Com dois mandatos como deputado estadual e três como federal, Rossi é elogiado por parlamentares por ter um "bom trato" e saber "receber as demandas". Deputados ressaltam que Rossi começou sua trajetória na década de 70, em Ribeirão Preto, como empresário e produtor rural.

Além das atividades políticas, Rossi já lecionou em grandes universidades de São Paulo: USP, Unicamp e a federal de São Carlos. É formado em Direito, em Administração de Empresas, pós-graduado em Economia Política e é PhD em Administração e Economia da Educação. É casado, tem cinco filhos e treze netos.

Fonte:http://www.brasilagro.com.br e Valor